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Pansophia

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Fontes da História da Filosofia – Eudoro de Sousa - 1911-1987



por Osvaldo Duarte

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Dialogar com os antigos é por si mesmo, uma tarefa árdua. Mesmo sendo herdeiros da cultura ocidental, ao debruçarmos sobre uma boa tradução de algum texto grego, a dificuldade que se impõe de imediato é capturar o frescor do seu espírito. Por espírito pretendemos dizer o que cada palavra traduzida conserva do seu significado original ou o próprio texto como um todo. Oxalá pudéssemos ler todos os textos gregos no seu original; diante de tal impossibilidade, contamos com o excelente trabalho de tradução dos textos diretamente do grego de alguns estudiosos.

Num dos exemplares da Revista Brasileira de Filosofia, o professor Eudoro de Sousa, escreveu um artigo sobre a importância das obras serem lidas em grego ou em nossa língua, assim comentou o mestre:

“Aliás, as obras dos filósofos gregos têm de ser lidas por nós, em grego ou em português, porque, in nuce, o idioma é cultura vivente. Não o ignoram os povos que mais ativamente contribuíram para a formação e desenvolvimento da chamada civilização ocidental; e, por isso, não desdenharam muitos dos seus mais ilustres representantes, do ingrato mister de traduzir os “clássicos” da filosofia. Se, por conseguinte, alguma razão nos assiste, a nós, portugueses e brasileiros, para não renunciar ao papel que por ventura nos foi distribuído neste drama da cultura, cujo prólogo, ou ato primeiro, há mais de vinte sáculos subiu à cena no tablado grego, - tenhamo-lo por certo: não é um texto intermediário, francês, inglês, italiano ou alemão, que os escritos dos grandes pensadores da Hélade deverão ser lidos em nossas escolas.”


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Créditos:

Revista Brasileira de Filosofia, Vol. IV – Instituto Brasileiro de Filosofia - SP-1954.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Montaigne contra a crueldade para com os animais

por Leandro Morena

clip_image002O filósofo francês Michel de Montaigne (1533-1592) mostrou-se preocupado com a questão do sofrimento animal, em uma época que estava consolidada a ideia da superioridade do homem perante toda a natureza.
clip_image004 Montaigne rompeu com esse pensamento especista, pensamento este que estava enraizado nas “veias” da filosofia antiga e medieval. Numa determinada passagem da sua obra Ensaios, o filósofo afirmou ser contra o sofrimento animal. Segundo ele, nunca pôde ver uma caça a um animal, pois acreditava ser isso um ato de maldade, pois o indefeso animal não tem como se defender do caçador, e o mesmo fica encurralado e não tem para onde fugir e, esse animal caçado, além de esgotado pela tentativa de fuga, fica com os olhos cheios de lágrimas como se estivesse “pedindo” clemência ao seu “carrasco”. Para Montaigne, ao invés das pessoas ficarem alegres em ver os animais soltos brincarem, elas preferiam vê-los capturados e lutando até a morte.
O pensador afirma com toda a convicção que as pessoas que cometem crueldades com os animais estão mais propensas cometê-las com o próprio ser humano. O pensador cita os espetáculos carniceiros que aconteciam em Roma, lugar este onde foi muito comum a matança de animais. Depois que o povo romano acostumou-se com esse tipo de espetáculo cuja natureza é demasiada crudelíssima, esses espetáculos passariam para lutas de homens e gladiadores.
clip_image006E temos muitos exemplos do mundo contemporâneo que mostram que os espetáculos de crueldade contra os animais causam grande euforia no publico, citando os mais conhecidos: as touradas, a farra do boi, a briga de galos e cachorros e a caça esportiva.
Infelizmente, o pensamento de Montaigne nessa questão não surtiu efeito. Com o advento do mecanicismo cartesiano que viria fundamentar-se na filosofia moderna e colocara em ascensão a experimentação animal, ideologia essa de caráter reducionista especista, fez com que se diminuísse mais ainda a preocupação para com os animais, colocando-os como máquinas frias, que não pensam, não sofrem dor e não são dignas de compaixão.

Créditos
Montaigne, Michel. Ensaios. Os Pensadores. 2.ed. Tradução: Sérgio Milliet. São Paulo, Abril Cultural, 1980.
Foto Montaigne: http://filosofia-j23.blogspot.com.br/2012/07/filosofia-para-o-dia-dia-montaigne-e.html
Foto tourada: http://no220.wordpress.com/2011/09/23

domingo, 18 de novembro de 2012

O Tempo – (Estóicos) – Cícero 106 - 43 a.C.

por Osvaldo Duarte

 

De Natura Deorum (Da Natureza dos Deuses), obra dividida em três livros, no segundo livro, Cícero não só recupera a concepção estóica mítica do tempo, como também, a origem natural do mito que ”humaniza” os deuses tornando-se matéria farta aos poetas, difundindo assim, a superstição entre os homens. Segundo Cícero, esta explicação estóica começa com Zenão, sendo seguido por Cleantes e, mais tarde, com Crisipo.

63. (...) Estendeu-se por toda a Grécia a velha ideia de que o Céu* foi castrado por seu filho Saturno, e o próprio Saturno foi amarrado pelo seu filho Júpiter.

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64. Existe uma explicação natural para todas estas fábulas ímpias, embora não pouco complexa. (...) Quis-se também identificar Saturno com a entidade que regula o curso e o ciclo do espaço e do tempo. Aliás o deus grego tem esse mesmo nome: Krónos, que é igual a Chrónos, isto é, ‘Intervalo de Tempo’. Chama-se ‘Saturno’ porque saturat (‘come, se alimenta de’) os anos, e imagina-se que ele costumava comer os filhos nascidos dele próprio, porque o tempo devora o curso dos dias e enche-se insaciavelmente dos anos que passam. Foi amarrado por Júpiter para que assim o curso do tempo se não tornasse descontrolado, e para que pudesse ser controlado pelas amarras das estrelas. Já o próprio nome ‘Júpiter’, isto é, ‘o Pai que ajuda’, quando declinado fica ‘Iovem’, do verbo iuvare (‘ajudar’).

Dizem os poetas que ele é

“o pai dos deuses e dos homens”

e os nossos antepassados dizem que ele é o Melhor e o Maior, e colocam epíteto ‘Melhor’ primeiro porque, realmente, ele é o que mais benefícios traz, e é pois mais digno de reconhecimento ser útil a todos, do que ter muitos recursos.

 

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* Céu (Caelus) – Tradução para o latim do deus grego Úrano.

Créditos

CÍCERO, Marco Túlio. Da Natureza dos Deuses. Trad. Pedro B. Falcão. Lisboa, Nova Vega, 2004.

GRIMAL, Pierre. Dicionário da Mitologia Grega e Romana. Trad. Victor Jabouille. Bertrand Brasil, 2000.

 

domingo, 28 de outubro de 2012

Da Harmonia - Heráclito – 530/20-470/60 a.C.

 

por Osvaldo Duarte

 

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8. Aquilo que se obsta conduz à concordância, e das tendências contrárias provém a mais bela harmonia.

51. Não compreendem como o discorde concorda consigo mesmo: harmonia, reciprocamente tensa, como a do arco e da lira.

54. A harmonia invisível é superior à visível.

80. É preciso saber que Pólemos [a guerra] é comum, e que Dike [o direito*] é Eris [a luta ou discórdia], e que tudo acontece segundo Dike e Chreó [a necessidade].

 

Na obra O Banquete, na fala de Erixímaco (médico), Platão nos ajuda a compreender como a unidade opondo-se a si mesma, produz a harmonia:

“O que ele (Heráclito **), talvez quisesse significar é que a harmonia é formada de notas inicialmente discordantes, agudas e graves, porém deixadas de acordo pela arte da música. Não se concebe que possa surgir harmonia de agudos e graves que continuem a opor-se. Quem diz harmonia, diz consonância, e consonância é uma espécie de acordo, não sendo possível haver combinação de opostos, enquanto se mantêm como tais. De jeito nenhum pode haver harmonia de elementos opostos que não se combinem. A mesma coisa se dá com o ritmo, que provém do rápido e do lento, inicialmente opostos, mas que acabam por ficar de acordo.”

 

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Damião Berge nos faz recordar que tanto o arco como a lira são objetos sagrados, de Ártemis (o arco), e de Apolo (a lira), sendo que na função própria de cada um é que se revela o ser harmonioso; e ainda, a tensão se dá quando são retirados do seu estado habitual, isto é, da sua quietude primitiva.

Esta tensão dos opostos que gera a harmonia, segundo Casertano, encontra-se em todos os aspectos da realidade.

A harmonia significava desde Homero, uma liga, um vínculo que prende em unidade.  Para Heráclito, harmonia significa o equilíbrio, a concórdia.

 

* Costuma-se traduzir por Justiça.

** Grifo nosso.

 

Créditos

BERGE, Damião. O Logos Heraclítico. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1969.

CASERTANO, Giovanni. Os Pré-Socráticos. Trad. Maria da Graça Gomes de Pina. São Paulo, Edições Loyola, 2009.

PLATÃO. Diálogos, O Banquete,, vol. IV. Trad. Carlos Alberto Nunes. Pará: Universidade Federal do Pará, 1980.

 

 

 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Lobisomem pós-moderno

 

Veio a lume pela editora da gente mais uma obra do poeta Adenildo Lima, desta vez em parceria, se assim podemos dizer, com o poeta Márcio Ahimsa. Trata-se do Lobisomem pós-moderno, a orelha foi escrita pelo filósofo e escritor (contista) Ivanildo de Lima.

No Lobisomem pós-moderno encontramos registros esparsos da vida dos autores que, segundo os mesmos, são poemas livres, soltos, que falam por si.

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Aquisição de exemplares:

http://www.editoradagente.com.br/index.html

atendimento@editoradagente.com.br

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Alma e Corpo - Platão – 427-347 a.C.

por Osvaldo Duarte   moa espelho picasso
Considerando a correção dos nomes, Alma (psychê), é a causa da vida do corpo quando nele está presente, conferindo-lhe a faculdade, o poder de respirar refrescando-a (anapsychô); quando este poder, esta força de refrigeração abandona o corpo, ele perece, chega ao fim, morre. Outra definição, Alma é a natureza do corpo enquanto este vive, circula, se movimenta.
Ainda na correção dos nomes, podemos definir corpo (soma), como túmulo, sepultura da alma. Com efeito, a alma encontra-se enterrada, aprisionada no corpo. É através do corpo que alma se redime das faltas cometidas; o corpo é, pois, receptáculo,  prisão onde a alma é castigada pelos seus erros.
De todos os seres engendrados, a Alma é mais antiga e divina; por ser superior ao corpo, compete a Alma ser boa, justa, temperante e forte, semelhante aos deuses. Sendo imortal, a Alma prestará contas a outras divindades.
A Alma é de todo diferente do corpo; enquanto vivemos é a alma que nos define.
Cabe à alma comandar o corpo, pois, enquanto a alma possui inteligência o corpo carece de entendimento.
O Corpo é um simulacro, a imagem da alma; cabe ao corpo obedecer a alma.
 
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Quando a alma e o corpo se unem, engendram forma única a qual chamamos de animal.
 
  Créditos
PLATÃO. Leis, vol. XII-XIII. Trad. Carlos Alberto Nunes. Pará, Universidade Federal do Pará, 1980.
PLATÃO. Diálogos, vol.I X.. Trad. Carlos Alberto Nunes. Pará, Universidade Federal do Pará, 1973.
PLATÃO. Crátilo. Trad. Maria José Figueiredo. Lisboa, Instituto Piaget, 2001.














domingo, 5 de agosto de 2012

Deus é a medida de todas as coisas - Platão – 427-347 a.C

por Osvaldo Duarte
 
Nas Leis, Platão retoma a velha questão de Protágoras, de que o homem é a medida de todas as coisas. Se no Crátilo Platão encontra-se na aporia, nas Leis caminha pela via da religiosidade.

Crátilo
(...) como ensinava Protágoras, dizendo que “o homem é a medida de todas as coisas” – ou seja, que todas as coisas são para mim tal como me aparecem, e que são para ti tal como te aparecem...
E o que te parece o seguinte? Os muito nobres são muito razoáveis, e os muito vis, muito desrazoáveis?
Nesse caso, parece-me que és inteiramente da seguinte opinião: que, existindo razoabilidade e a desrazoabilidade, é de todo impossível que Protágoras diga a verdade; porque, na verdade, um homem nada poderia ser mais razoável do que outro, se aquilo que cada um opina fosse a verdade para esse.
Assim sendo, se Protágoras diz a verdade e a verdade é essa – que as coisas são para cada um como lhe parecem -, alguns de nós serão razoáveis e outro desrazoáveis?
Então, se nem todas as coisas são da mesma maneira para todos, simultaneamente e para sempre, nem cada coisa é para cada um em particular, é evidente que as coisas têm uma certa entidade estável...

Leis
Qual é, pois, o comportamento agradável ao deus e digno de seus seguidores? Só há um, claramente expresso num antigo ditado: o semelhante agrada ao semelhante sempre que observa a medida, o que não acontece com os descompassados, que nem estimam reciprocamente nem apreciam os comedidos. Para nós, deus é a medida de todas as coisas, não o homem, como se diz comumente, seja este quem for. Assim para ficar amado de deus, terá necessariamente de tornar-se semelhante a ele, na medida das suas possibilidades. De acordo com esse princípio, o que entre nós for temperante será amigo de deus, por assemelhar-se-lhe, enquanto o intemperante, que não se lhe assemelha, é injusto e diferente dele, e assim com tudo o mais, segundo o mesmo raciocínio.
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Está em deus o poder do começo, meio e o fim de tudo que o existe, marchando sempre em linha reta tem no seu rastro a justiça. O homem que desviar-se da lei divina receberá o castigo, mas o homem que a seguir de perto, i.e. o homem virtuoso, será feliz.
Com efeito, ao afastar-se da retidão, o homem abandonado por deus, procurará a companhia de outros que lhes sejam iguais, desprezando os comedidos, provocando confusão e, em pouco tempo prestará contas à justiça, arruinando a sua casa e toda a cidade. O intemperante, o injusto não é amigo de deus.
O homem virtuoso oferecerá sacrifícios aos deuses e estará sempre em ralação com eles através de preces e oferendas e todo o culto divino e, na medida do possível será semelhante a deus e seu amigo.
 
Créditos
PLATÃO. Leis, vol. XII-XIII. Trad. Carlos Alberto Nunes. Pará, Universidade Federal do Pará, 1980.
PLATÃO. Crátilo. Trad. Maria José Figueiredo. Lisboa, Instituto Piaget, 2001.















domingo, 29 de julho de 2012

Prazer e Dor, O Fio de Ouro - Platão – 427-347 a.C.

por Osvaldo Duarte
Há uma lenda de que poucos haviam lido integralmente a mais extensa e inacabada obra de Platão, as Leis. Esta obra foi escrita provavelmente entre 360 e 347, ano da morte do autor, por isso mesmo inacabada. Sócrates não participa do texto Leis, que é uma conversa travada entre o ateniense e seus companheiros de viagem, cretense e lacedemônio.
 
prazer e dor
Prazer e dor
Segundo Platão, todo homem abriga dentro de si dois conselheiros insensatos e antagônicos, o prazer e a dor, juntando a estes tem a opinião sobre os casos futuros a qual chamamos de expectativa que, quando da possibilidade de dor denominamos medo, ou o seu contrário prazer, confiança. Sobre estas paixões preside a razão que tem por finalidade pronunciar-se acerca do que tem de boa ou de má, cuja conclusão é a lei, quando se torna decreto comum da cidade. É na infância que o prazer e a dor surgem como primeiras percepções, sendo por seu intermédio que se apresentam inicialmente ao espírito como verdade ou vício; cabe à educação preparar cidadãos virtuosos, capazes de comandar e de obedecer.
Quando o prazer e a amizade, a tristeza e o ódio se geram diretamente em almas ainda incapazes de compreender a sua verdadeira natureza, com o advento da razão põem-se em harmonia com ela, graças aos bons hábitos adquiridos. É nesse acordo que consiste a virtude.
(...) os prazeres e as dores se harmonizam com o raciocínio justo e lhe obedecem.
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O fio de ouro
(...) imaginemos que cada um de nós, como seres vivos, não passe de um boneco nas mãos dos deuses, que talvez nos tenham formado por divertimento, ou mesmo com intenção séria, o que escapa à nossa compreensão. Uma coisa, porém, sabemos com segurança: que no nosso íntimo as referidas paixões se agitam à maneira de nervos ou fios, que puxam em sentido contrário, compelindo-nos por isso mesmo, à prática de ações opostas, na linha limítrofe do vício de da virtude. Manda-nos a razão só ceder à tração de um desses fios, sem nunca abandoná-lo, e resistir aos outros. É o fio sagrado e de ouro da razão, que denominamos lei comum da cidade. Os demais fios são de ferro, são duros; este é maleável, porque de ouro, ao passo que os outros se parecem com as mais diferentes substâncias. É preciso que todos cooperem sempre no sentido da mais bela direção, a da lei.
 
Créditos
PLATÃO. Leis, vol. XII-XIII. Trad. Carlos Alberto Nunes. Pará: Universidade Federal do Pará, 1980.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Da Educação - Platão – 427-347 a.C.

 

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”Quando censuramos ou elogiamos a educação de alguém do nosso meio, dizemos que este ou aquele indivíduo é bem o mal educado, ainda mesmo que tenham recebido educação esmerada para a arte de navegação, o comércio por miúdo ou para outras atividades do mesmo teor. Segundo penso, não é nesse sentido que falamos de educação, mas no da educação para a virtude, que vem desde a infância e nos desperta o anelo e o gosto de nos tornarmos cidadãos perfeitos, tão capazes de comandar como de obedecer, de conformidade com os ditames da justiça. Essa é a modalidade de educação que tentamos definir, a única, segundo o meu modo de pensar, que merece ser assim denominada. A que tem por fim a aquisição de riquezas ou de qualquer modo de força ou habilidade que não leve em consideração a razão e a justiça, é vulgar e nada de nobre e não merece absolutamente o nome de educação. (...) o indivíduo bem educado se torna virtuoso, e que de forma alguma devemos menosprezar a educação, por ser o que de melhor e mais elevado chegam a alcançar os homens superiores.”

 

Créditos

PLATÃO. Leis, vol. XII-XIII. Trad. Carlos Alberto Nunes. Pará: Universidade Federal do Pará, 1980.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Voo controlado – Monchrétien – 1575-1621

 
por Osvaldo Duarte
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“A melhor influência que se pode ter sobre os homens, é conhecer-lhes as inclinações, os movimentos, as paixões e os hábitos; tomá-los pelas asas é poder levá-los onde se quiser.”
                                                                                               Tratado de Economia Política
Créditos
CAILLÉ, Alain. História Crítica da Filosofia Moral e Política. Lisboa, Verbo.2005.