terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Fontes da História da Filosofia – Eudoro de Sousa - 1911-1987
domingo, 9 de dezembro de 2012
Montaigne contra a crueldade para com os animais
domingo, 18 de novembro de 2012
O Tempo – (Estóicos) – Cícero 106 - 43 a.C.
por Osvaldo Duarte
De Natura Deorum (Da Natureza dos Deuses), obra dividida em três livros, no segundo livro, Cícero não só recupera a concepção estóica mítica do tempo, como também, a origem natural do mito que ”humaniza” os deuses tornando-se matéria farta aos poetas, difundindo assim, a superstição entre os homens. Segundo Cícero, esta explicação estóica começa com Zenão, sendo seguido por Cleantes e, mais tarde, com Crisipo.
63. (...) Estendeu-se por toda a Grécia a velha ideia de que o Céu* foi castrado por seu filho Saturno, e o próprio Saturno foi amarrado pelo seu filho Júpiter.
64. Existe uma explicação natural para todas estas fábulas ímpias, embora não pouco complexa. (...) Quis-se também identificar Saturno com a entidade que regula o curso e o ciclo do espaço e do tempo. Aliás o deus grego tem esse mesmo nome: Krónos, que é igual a Chrónos, isto é, ‘Intervalo de Tempo’. Chama-se ‘Saturno’ porque saturat (‘come, se alimenta de’) os anos, e imagina-se que ele costumava comer os filhos nascidos dele próprio, porque o tempo devora o curso dos dias e enche-se insaciavelmente dos anos que passam. Foi amarrado por Júpiter para que assim o curso do tempo se não tornasse descontrolado, e para que pudesse ser controlado pelas amarras das estrelas. Já o próprio nome ‘Júpiter’, isto é, ‘o Pai que ajuda’, quando declinado fica ‘Iovem’, do verbo iuvare (‘ajudar’).
Dizem os poetas que ele é
“o pai dos deuses e dos homens”
e os nossos antepassados dizem que ele é o Melhor e o Maior, e colocam epíteto ‘Melhor’ primeiro porque, realmente, ele é o que mais benefícios traz, e é pois mais digno de reconhecimento ser útil a todos, do que ter muitos recursos.
* Céu (Caelus) – Tradução para o latim do deus grego Úrano.
Créditos
CÍCERO, Marco Túlio. Da Natureza dos Deuses. Trad. Pedro B. Falcão. Lisboa, Nova Vega, 2004.
GRIMAL, Pierre. Dicionário da Mitologia Grega e Romana. Trad. Victor Jabouille. Bertrand Brasil, 2000.
domingo, 28 de outubro de 2012
Da Harmonia - Heráclito – 530/20-470/60 a.C.
por Osvaldo Duarte
8. Aquilo que se obsta conduz à concordância, e das tendências contrárias provém a mais bela harmonia.
51. Não compreendem como o discorde concorda consigo mesmo: harmonia, reciprocamente tensa, como a do arco e da lira.
54. A harmonia invisível é superior à visível.
80. É preciso saber que Pólemos [a guerra] é comum, e que Dike [o direito*] é Eris [a luta ou discórdia], e que tudo acontece segundo Dike e Chreó [a necessidade].
Na obra O Banquete, na fala de Erixímaco (médico), Platão nos ajuda a compreender como a unidade opondo-se a si mesma, produz a harmonia:
“O que ele (Heráclito **), talvez quisesse significar é que a harmonia é formada de notas inicialmente discordantes, agudas e graves, porém deixadas de acordo pela arte da música. Não se concebe que possa surgir harmonia de agudos e graves que continuem a opor-se. Quem diz harmonia, diz consonância, e consonância é uma espécie de acordo, não sendo possível haver combinação de opostos, enquanto se mantêm como tais. De jeito nenhum pode haver harmonia de elementos opostos que não se combinem. A mesma coisa se dá com o ritmo, que provém do rápido e do lento, inicialmente opostos, mas que acabam por ficar de acordo.”
Damião Berge nos faz recordar que tanto o arco como a lira são objetos sagrados, de Ártemis (o arco), e de Apolo (a lira), sendo que na função própria de cada um é que se revela o ser harmonioso; e ainda, a tensão se dá quando são retirados do seu estado habitual, isto é, da sua quietude primitiva.
Esta tensão dos opostos que gera a harmonia, segundo Casertano, encontra-se em todos os aspectos da realidade.
A harmonia significava desde Homero, uma liga, um vínculo que prende em unidade. Para Heráclito, harmonia significa o equilíbrio, a concórdia.
* Costuma-se traduzir por Justiça.
** Grifo nosso.
Créditos
BERGE, Damião. O Logos Heraclítico. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1969.
CASERTANO, Giovanni. Os Pré-Socráticos. Trad. Maria da Graça Gomes de Pina. São Paulo, Edições Loyola, 2009.
PLATÃO. Diálogos, O Banquete,, vol. IV. Trad. Carlos Alberto Nunes. Pará: Universidade Federal do Pará, 1980.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Lobisomem pós-moderno
Veio a lume pela editora da gente mais uma obra do poeta Adenildo Lima, desta vez em parceria, se assim podemos dizer, com o poeta Márcio Ahimsa. Trata-se do Lobisomem pós-moderno, a orelha foi escrita pelo filósofo e escritor (contista) Ivanildo de Lima.
No Lobisomem pós-moderno encontramos registros esparsos da vida dos autores que, segundo os mesmos, são poemas livres, soltos, que falam por si.
Aquisição de exemplares:
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Alma e Corpo - Platão – 427-347 a.C.
PLATÃO. Leis, vol. XII-XIII. Trad. Carlos Alberto Nunes. Pará, Universidade Federal do Pará, 1980.
PLATÃO. Diálogos, vol.I X.. Trad. Carlos Alberto Nunes. Pará, Universidade Federal do Pará, 1973.
PLATÃO. Crátilo. Trad. Maria José Figueiredo. Lisboa, Instituto Piaget, 2001.
domingo, 5 de agosto de 2012
Deus é a medida de todas as coisas - Platão – 427-347 a.C
domingo, 29 de julho de 2012
Prazer e Dor, O Fio de Ouro - Platão – 427-347 a.C.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Da Educação - Platão – 427-347 a.C.
”Quando censuramos ou elogiamos a educação de alguém do nosso meio, dizemos que este ou aquele indivíduo é bem o mal educado, ainda mesmo que tenham recebido educação esmerada para a arte de navegação, o comércio por miúdo ou para outras atividades do mesmo teor. Segundo penso, não é nesse sentido que falamos de educação, mas no da educação para a virtude, que vem desde a infância e nos desperta o anelo e o gosto de nos tornarmos cidadãos perfeitos, tão capazes de comandar como de obedecer, de conformidade com os ditames da justiça. Essa é a modalidade de educação que tentamos definir, a única, segundo o meu modo de pensar, que merece ser assim denominada. A que tem por fim a aquisição de riquezas ou de qualquer modo de força ou habilidade que não leve em consideração a razão e a justiça, é vulgar e nada de nobre e não merece absolutamente o nome de educação. (...) o indivíduo bem educado se torna virtuoso, e que de forma alguma devemos menosprezar a educação, por ser o que de melhor e mais elevado chegam a alcançar os homens superiores.”
Créditos
PLATÃO. Leis, vol. XII-XIII. Trad. Carlos Alberto Nunes. Pará: Universidade Federal do Pará, 1980.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Voo controlado – Monchrétien – 1575-1621
por Osvaldo Duarte
Créditos